terça-feira, janeiro 29, 2008

A seqüência do sonho, em Spellbound




















Criação: Salvador Dalí. Seqüência do sonho, em Quando fala o coração (Spellbound), 1945. Dir: Alfred Hitchcock.

segunda-feira, janeiro 21, 2008

segunda-feira, janeiro 14, 2008

Sonhos


Albrecht Dürer, Visão do sonho, 1525.

Chego à conclusão, ignoro se científica, de que os sonhos são a atividade estética mais antiga.

BORGES, Jorge Luis. "O Pesadelo". In: Obras completas, vol. 3. São Paulo: Globo, 1999. p. 250

segunda-feira, janeiro 07, 2008

Melancolia Divina


Michelangelo Merisi Caravaggio, São Jerônimo, 1600.

domingo, janeiro 06, 2008

quarta-feira, janeiro 02, 2008

Interior Metafísico, de Chirico


Giorgio de Chirico, Interior Metafísico, 1917.

segunda-feira, dezembro 31, 2007

O Tarô de Aleister Crowley


Aleister Crowley, Arcano 0, O Bobo.


Aleister Crowley, Arcano 5, O Hierofante.


Aleister Crowley, Arcano 10, A Fortuna.


Aleister Crowley, Arcano 14, A Arte.


Aleister Crowley, Arcano 18, A Lua.

domingo, dezembro 30, 2007

Os Olhos do Gato


Jean Giraud Moëbius e Alejandro Jorodowsky, Os olhos do gato. São Paulo: Martins Fontes, 1987.

sábado, dezembro 29, 2007

Touché!

Mas cuidado, um olhar assim, de baixo para cima, é mais perigoso que um olhor gerade aus [em alemão, direto]. É como na esgrima; e que arma haverá tão afiada, tão aguda, tão brilhante no seu movimento e, graças a tudo isto, tão perigosa como um olhar? Marca-se uma quarta alta, como diz o esgrimista, apara-se em segunda; quanto mais prestes a chegar está o ataque, tanto melhor. Quem poderá descrever tal instante? O adversário quase sente o golpe, é tocado, sim, mas tocado num ponto muito diferente do que esperava."

KIERKEGAARD, Soren. "Diário de um sedutor". In: Kierkegaard. Coleção Os pensadores. São Paulo: Abril Cultural, 1979, p. 14.

sexta-feira, dezembro 28, 2007

A Efígie da Sedutora, por Jean Baudrillard

Efeito prismático da sedução. Outro espaço da refração. Consiste não na simples aparência ou na pura ausência, mas no eclipse de uma presença. A única estratégia é estar lá/não estar lá, e assim garantir uma espécie de intermitência, de dispositivo hipnótico que cristaliza a atenção fora de qualquer efeito de sentido. A ausência seduz a presença.

In: BAUDRILLARD, Jean. Da sedução. Campinas: Papirus, 1991, p. 97.

segunda-feira, dezembro 17, 2007

sábado, dezembro 15, 2007

End Piece, by Yoko Ono

Each planet has its own orbit agenda.
Think of people close to you as planets.
Sometimes it´s nice to just watch them
orbit and shine.

YO, 1996

Jean-Paul Sartre


Henri Cartier-Bresson, Jean-Paul Sartre, Paris, 1945

sexta-feira, dezembro 14, 2007

Spellbound


Salvador Dali, Estudo para a seqüência do sonho em Spellbound (Hitchcock), 1945.

A Pop, por Warhol


Andy Warhol, Mao-Tse Tung, 1972



Andy Warhol, Martelo e foice, 1976



Andy Warhol, Campbell´s Soup, 1962



Andy Warhol, Um garoto para Meg, 1962



Andy Warhol, Aquecedor de água, 1961



Andy Warhol, Corporate Trade Ad, 1965-1970

quinta-feira, dezembro 13, 2007

Musa Adormecida


Constantin Brancusi, Musa adormecida, 1910.

quarta-feira, dezembro 12, 2007

Música


Giorgia O´Keefe, Music -- Pink and Blue II, 1919, óleo sobre tela, 88,9 x 74 cm, Museum of American Art, New York.

quinta-feira, dezembro 06, 2007

A Vida dos Outros


Vencedor do Oscar de melhor filme estrangeiro, A vida dos outros (Das Leben der Anderen) tem roteiro e direção assinados pelo alemão Florian Henckel von Donnersmarck. Fantastisch.

quarta-feira, dezembro 05, 2007

O Don Juan de Paul Klee


Paul Klee, O Don Giovanni bávaro, 1919

domingo, dezembro 02, 2007

Room Piece IV

Count all the words in the book
instead of reading them.
Count all the objects in the room
without classifying them.

Unclog your mind.
Unclog your room.

Arrange your room
in the way you wish
your mind would be.

Yoko Ono, 1996

quinta-feira, novembro 29, 2007

O entre-lugar do tropicalismo


Hélio Oiticica com Bólides e Parangolés em seu estúdio no Rio de Janeiro, c.1965

"Diante das polarizações quanto ao entendimento das posições estético-políticas nas diversas áreas de vanguarda, a atuação de Oiticica não é nem excludente nem de simples composição de diferenças. Localiza-se num entre-lugar, que seria a marca do tropicalismo, em que as polarizações não se diluem, mas se entre-explicitam, liberando os signos de uma nova e inédita atividade crítico-criativa. A partir dela, a eficácia das ações não está na superação das oposições e ambigüidades dos processos em curso; está acima de tudo no estabelecimento de um campo de tensões e relações que se entre-exprimem, criticam, sugerindo nas produções o aparecimento de outras imagens da atuação cultural."

FAVARETTO, Celso. “Tropicália: a explosão do óbvio.” In: BASUALDO, Carlos (org). Tropicália: uma revolução na cultura brasileira [1967-1972]. São Paulo: Cosacnaify, 2007. p. 86.

sexta-feira, novembro 23, 2007

As Tiras de Möebius








Möebius é o pseudônimo do desenhista francês Jean Giraud, autor do Ciclo Le Monde d'Edena, da qual faz parte o álbum Sur l'étoile.

quinta-feira, novembro 22, 2007

Paisagens


Efrain Almeida, Cabrita, 2007.


Efrain Almeida, Coelhas conversando, 2007.


Efrain Almeida, Mãos com cabeça, 2007.

Die Puppe, Hans Bellmer


Hans Bellmer, A boneca, 1934.

sexta-feira, novembro 16, 2007

A Comédia e a Tragédia


Giorgio de Chirico, A comédia e a tragédia, 1926.

quarta-feira, novembro 14, 2007

Fetichismo de Garrafa

"A correspondência gnóstica de garrafa, de Adorno, não precisa estar perdida. Podemos dizer da geração, atualmente em torno de quarenta anos, que ela encontrou a correspondência da teoria crítica, abrindo-a de forma dramática. Hoje, talvez, a correspondência esteja em mãos que não praticam fetichismo de garrrafa; em todo caso não podíamos inferir a correspondência da garrafa.

Uma anedota Zen:

O funcionário Riko pediu certa vez ao mestre Nansen para lhe explicar o problema do ganso na garrafa. 'Se colocarmos um gansinho numa garrafa alimentando-o até crescer, como tirá-lo então sem matá-lo e sem quebrar a garrafa?' Nansen batia as mãos com força e gritava: 'Riko' -- 'Estou aqui, mestre', respondeu Riko assustado. 'Está vendo', disse Nasen, 'o ganso está fora.'"

SLOTERDIJK, Peter. "A saturação filosófica da estética e o moralismo hermenêutico." In: Mobilização copernicana e desarmamento ptolomaico. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1992, p. 47.

Estética como Cripto-ética do Presente

"A promoção da arte da interpretação à custa das obras deve-se a um mecanismo exterior ao processo estético. O florescimento da interpretação e a identificação entre a obra e a sombra de sua propaganda hermenêutica devem-se, em grande parte, à filosofia moderna -- precisamente àquela filosofia que foi privada da verdade porque deixou de existir uma totalidade que correspondesse à unidade bem-sucedida do verdadeiro, do bom e do belo. A filosofia atual precisa da estética para poder dizer, via teoria estética, o que devia dizer se ainda existisse 'filosofia verdadeira'. Estética representa a muleta que permite a uma filosofia impossível de se arrastar pelo século XX. A estética filosófica se transformou em cripto-ética do presente. Serve à filosofia de refúgio que abriga um conceito arcaico de verdade -- enquanto visão da vida verdadeira, um conceito que filósofos modernos não ousariam ensinar com intenção direta. A estética desde as Cartas sobre a educação estética do homem, de Schiller, até os escritos teóricos sobre arte de Adorno, funciona, então, como moral de um mundo sem moral e como órgão último da verdade para uma condição epocal que identifica verdade como preconceito para quem tem nervos frágeis."

SLOTERDIJK, Peter. "A saturação filosófica da estética e o moralismo hermenêutico." In: Mobilização copernicana e desarmamento ptolomaico. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1992, pp. 39-40.

terça-feira, novembro 13, 2007

Égua da Noite


Johann Heinrich Füssli, Pesadelo, 1802, óleo sobre tela, Goethe Museum, Frankfurt am Main.

segunda-feira, novembro 12, 2007

Tornar-se alemão

"A alma alemã tem corredores e veredas em si, no seu interior existem cavernas, esconsos e masmorras; sua desordem tem muito do encanto do mistério; o alemão conhece os caminhos tortuosos para o caos. E como toda coisa ama seu símile, o alemão ama as nuvens e tudo o que é turvo, cambiante, crepuscular úmido e velado: todo tipo de coisa incerta, inacabada, evasiva, em crescimento, ele se sente como 'profundo'. O alemão mesmo não é, ele se torna, se 'desenvolve.'"

NIETZCHE, Friedrich. p. 151-153. Além do bem e do mal: prelúdio a uma filosofia do futuro, §244. São Paulo: Companhia das Letras, 2000.

sexta-feira, novembro 09, 2007

Maio de 1968: a imaginação no poder


Cartaz do chamado "Maio de 68" francês

quinta-feira, novembro 08, 2007

Delirium, por Neil Gaiman


GAIMAN, Neil. Sandman: Noites sem fim. São Paulo: Conrad, 2004.

Clique na imagem para ampliar.

segunda-feira, outubro 29, 2007

Consciência do Desassossego

"Que confusão é tudo! Como ver é melhor que pensar, e ler melhor que escrever! O que vejo, pode ser que me engane, porém não o julgo meu. O que leio, pode ser que me pese, mas não me perturba o tê-lo escrito. Como tudo dói se o pensamos como conscientes de pensar, como seres espirituais em quem se deu aquele segundo desdobramento da consciência pelo qual sabemos que sabemos!"

PESSOA, Fernando. Livro do Desassosssego. São Paulo: Companhia das Letras, 2006, p. 281.

quarta-feira, outubro 24, 2007

Estética & Política

"Se vocês forem em política assim como são em estética,
estamos feitos".

Caetano Veloso, ao ser vaiado pela platéia durante a apresentação de "É proibido proibir" no III Festival Internacional da Canção de 1967.

quinta-feira, outubro 18, 2007

terça-feira, outubro 16, 2007

Sociedade Insatisfeita

"A questão existencial da vida moderna pode assim ser resumida da seguinte maneira: como podemos transformar nossa contingência em nosso destino sem renunciar à liberdade, sem nos agarrar ao corrimão da necessidade ou do fado? Como poderemos traduzir o contexto social em nosso próprio contexto sem recair em experimentos que se mostraram fúteis ou fatais, em experimentos de engenharia social ou politica redentora?"

HELLER, Agnes e FERENC,Fehér. "Da satisfação numa sociedade insatisfeita". In: A condição política pós-moderna. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2002. p. 35.